A razão social diz “Advogados” – mas em que negócio está sua marca?

Theodore Levitt, um dos pioneiros do marketing moderno, fez uma pergunta há quase 70 anos: “em que negócio você está?”. Responder é bem simples, concorda? Vamos ver.
Levitt contou, em um dos artigos mais lidos da história da Harvard Business Review, a história das ferrovias americanas, que decaíram porque se acharam ferroviárias quando eram transportadoras. O cliente foi embora de carro, de caminhão e de avião. Ele chamou aquilo de erro de análise. Mesmo caso da boa e velha Kodak, que também perdeu o bonde da transformação do negócio e (quase) sumiu.
Passei vinte anos em banco, um negócio que não vai sumir tão cedo, mas que vive em transformação constante e vai deixar muita gente no meio do caminho. Mas aí já não é problema meu. Quero falar do mundo jurídico, onde cheguei faz um ano e comecei uma reflexão sobre eventuais “erros de análise” no segmento, claro que dentro da parte que me cabe nesse latifúndio, ou seja, marca e marketing.
Uma das primeiras perguntas que fiz: por que escritório de advocacia precisa se chamar de ‘advogados’ e as demais variações que vemos por aí?
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