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ARTIGO
Vestido de despacho: a realidade da mulher na advocacia.
Vestido de despacho: a realidade da mulher na advocacia.
08/03/2019

Minha primeira lembrança do Direito remete ao período pré-vestibular, quando todo jovem passa pelas incertezas de ter que escolher um curso para qualificação profissional. Nesse momento, tive pouco apoio dos amigos, pois a carreira jurídica ainda era vista como uma profissão predominantemente masculina.


Porém, acredito que, em razão das minhas relações familiares, em especial do meu avô, isso não tenha afetado ou gerado questionamento de minha capacidade de conquistar espaço nesse mundo de ternos e gravatas.


Hoje, com 10 anos de formada, ainda vejo a nossa capacidade ser questionada. Isso está tão presente em nosso dia a dia que perdemos as contas de quantas vezes escutamos: “não seria melhor ir uma mulher despachar esse caso? Esse é o vestido para despacho? ”.


A objetificação do nosso corpo é desvelada. Nosso desempenho profissional fica em segundo plano para aqueles que não conseguem aceitar a nossa paridade laboral e intelectual.


Outra realidade que enfrentamos é mostrar que somos capazes de administrar a maternidade e a carreira profissional. Somos questionadas em todos os momentos: “Quero saber como irá ter foco no trabalho pós maternidade?”.


O desequilíbrio das responsabilidades familiares entre homens e mulheres gera um sobrecarga de trabalho que não é observada. Nossa luta é diária.


Em busca de mais espaço buscamos atualização e capacitação, não só na nossa área de atuação, mas também em outras que nos permitam atender todas as demandas que nos são postas.


A inserção da mulher no mercado de trabalho muda de acordo com a evolução da sociedade. Atualmente, a OAB tem se destacado na luta pela valorização da mulher advogada, e criou o Plano Nacional de Valorização, através do Provimento nº 164/2015. Nele, é possível encontrar diretrizes que nos dão perspectivas de maior apoio na luta pela igualdade.


Essa é a nova realidade, e não devemos temer ocupar o lugar de protagonismo de nossas vidas.


Tenylle Queiroga, advogada, coordenadora jurídica do Serur Advogados



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